Posts Tagged 'Imóveis públicos'

ENQUETE, ENQUETE, ENQUETE

Zona Portuária: Perspectivas otimistas somente para imobiliárias e investidores…

Não deve ter apetecido só a comida aos participantes do “almoço-palestra” da ADEMI (associação dos dirigentes de empresas do mercado imobiliário), para qual o gerente da associação, José Conde Caldas, tinha convidado os executivos do mercado imobiliário e a Caixa Econômica Federal na semana passada.

Também a exposição sobre o Fundo de Investimento Imobiliário Porto Maravilha (FII PM) deve ter agradado os imobiliários. O gerente nacional da Caixa Econômica, Vitor Hugo, enfatizou o enorme potencial de investimento no projeto Porto Maravilha, dizendo que o FII PM “tem tudo para se tornar o maior fundo de investimento do país“. Segundo ele: “a cidade do Rio de Janeiro tem fundamentos imobiliários únicos, os quais, associados à revitalização da área do porto, trazem expectativas consistentes de retorno para os investimentos imobiliários nos próximos anos.”

Consequentemente, investidores nacionais como também internacionais competem pela instalação de negócios na área e obter seu pedaço deste bolo enorme. Com os “Cepacs”, foi criado uma lei que permite às empreiteiras de comprar títulos que dão o direito de construir edifícios mais altos de que permitido pela legislação brasileira.

No programa da “revitalização” está previsto a integração de “moradia, lazer e trabalho”, quer dizer, torres corporativas, hotéis, shoppings e residenciais. Mencionando o “bom exemplo” dos projetos em Barcelona e Hamburgo- cidades, onde programas de “revitalização” estão girando lutas fortes em volta da moradia popular  já que moradores não podem pagar o aluguel nos bairros. O presidente da ADEMI, José Conde Caldas, admite, que também os bairros no entorno da área Porto Maravilha, como São Cristovão, já experimentam a valorização como consequência das mudanças de infraestrutura previstos para a área. “Consequentemente, os preços dos imóveis desses locais irão ser afetados também”.

Uma parceria publica-privada permite a realização deste mega-projeto, do qual as imobiliárias prometem valorização imobiliária ao longo dos anos. Caberia a CDURP (Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto ), sendo uma entidade pública controlada pelo município, a aquisição dos terrenos públicos na Zona Portuária para repassar ao Fundo de Investimento Imobiliário, somente assim possibilitando a continuidade dos investimentos.

A revitalização da região faz parte das preparações da cidade para sediar as Olimpíadas de 2016. Quanto de atenção será dada ao planeamento destes projetos às necessidades verdadeiras da população residente no local? A resposta tem parecido óbvia…

Veja o artigo da ADEMI: http://www.ademi.org.br/article.php3?id_article=47311&recalcul=oui

“DIREITO A CIDADE” PARA QUEM?

Estamos disponibilizando um texto de uma geógrafa que traz um debate interessante sobre a questão do chamado “direito à cidade” a partir de  um exercício reflexivo sobre a política de destinação de imóveis urbanos da União, não utilizados e subutilizados para habitação de interesse social na Zona Portuária da cidade do Rio de Janeiro.

Este trabalho pretende apontar que o discurso da “gestão democrática”, da abertura institucional para com movimentos sociais e o discurso do “Direito a Cidade” estão longe de se apresentarem como ferramentas de transformação.  Pelo contrário!

É um texto que nos ajuda a refletir sobre a forma como a prefeitura vem atuando, no discurso e na sua prática, não só na área portuária, mas na cidade inteira quando falamos de comunidades pobres e no caminho dos grandes projetos urbanos.

Imóveis da União para HIS – Direito à cidade para quem?


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