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Graça da Rua do Livramento e a sua história diante do despejo de sua casa

Segue o documento entregue à Secretaria de Habitação devido a demolição da casa da Graça na  Rua do Livramento. A carta documenta o ocorrido e exige que a SMH pague indenização, além de dar o aluguel social e garantir que ela fosse realocada num empreendimento habitacional do Minha Casa Minha Vida, no centro.

A história da Graça é um caso que ilustra o padrão de conduta da prefeitura para que seus projetos possam avançar, desconsiderando direitos fundamentais da população local, derrubando tudo e a todos, custe o que custar…

Parte das informações foram ocultas para preservar as informações pessoais da Graça.
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Coletânea de Vídeos: Despejos na Rua do Livramento – Parte 3

Coletânea de vídeos: Despejos na Rua do Livramento parte 1 e 2

Esta semana estaremos publicando trechos de vídeos amadores, feitos por ativistas do Fórum Comunitário do Porto, sobre como tem sido as ameaças feitas pela prefeitura com depoimentos de moradoras da Rua do Livramento. São falas que ilustram claramente qual a estratégia da prefeitura para remover a população da área portuária. É na ação individualizada, do discurso da não-negociação, de que o “projeto está dado e não há outra alternativa senão sair”, de as famílias não tem direito a permanecer em suas casas = violação de direitos.

No final de dezembro, mais uma moradora é despejada, tendo sua casa destruída.

Os vídeos que apresentaremos são depoimentos de moradoras que relatam os detalhes da ação da SMH nos últimos meses e de como se deu a derrubada da casa da Graça na Rua do Livramento, 186.

Parte 1

Parte 2

Não é só destruição de casas mas de histórias e memórias

A área portuária não está sofrendo apenas com o processo de remoções, destruições de casas. Cada vez mais se complexifica o processo violações de direitos na região. O patrimônio imaterial e material está sendo devastado, arquitetura e gente, praças e sociabilidades, carne e alma… Na Providência desde julho estava anunciada a destruição na Praça Américo Brum, o único local de recreação das crianças, além de ser uma das áreas mais antigas do Morro. Desde então, a prefeitura não abriu espaço de diálogo com os/as moradores/as da Providência sobre a situação da praça. No antigo Cruzeiro, querem destruir as casas que existem hoje para construir outras  “à moda Parati”, no estilo colonial, no que sido chamado pela prefeitura de centro histórico, que nada tem a ver com a Providência cuja história se vincula a resistência de escravos/as fugidos/as e alforriados/as no século XIX. Na verdade, area portuária guarda em sua materialidade, assim como na sua imaterialidade a história do Rio de Janeiro, principalmente da população pobre e negra. Por isso, não é difícil entender porque querem massacra-los, e as armas são: o Morar Carioca e o Porto Maravilha.

Desde o início deste ano a Praça Américo Brum foi cercada novamente para o início da sua destruição para construção da estação do Teleférico, previsto no Projeto Morar Carioca, a contragosto dos/as moradores/as. Agora, as famílias que residem em casas ao redor e no trajeto do Teleférico e do Plano Inclinado que estão sendo cada vez mais ameaçadas e pressinadas a sairem.

Fotos de 19 de julho de 2011, dia do Ato na Praça Américo Brum, quando foi iniciado as inspeções topográfica:

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(fotos Favela em Foco e Fase Rio)

Outros links de fotos e notícias:

http://www.vivafavela.com.br/imagens/resist%C3%AAncia-na-provid%C3%AAncia
http://www.facebook.com/media/set/?set=a.255561177802668.85011.100000463634176
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/07/19/construcao-de-teleferico-no-morro-da-providencia-gera-polemica-entre-moradores-no-rio.jhtm

Veja o absurdo que está previsto para o antigo Cruzeiro:

Oratório histórico onde se localizava o antigo cruzeiro, antes das obras do Favela Bairro

Oratório histórico onde se localizava o antigo cruzeiro, antes das obras do Favela Bairro

Apresentação da Prefeitura do que está previsto para o entorno do Oratório

Despejos na Rua do Livramento

Os absurdos continuam.

Famílias organizadas na Rua do Livramento, 186 e 192, com processo judicial em andamento no Núcleo de Terras e Habitação da Defensoria Pública, tiveram suas casas destruídas através de um mandato judicial, sem aviso prévio, justificado pela negociação feita com algumas famílias que já não estavam mais ocupando a área.
Muitas pessoas não se encontravam em suas casas no momento do despejo (funcionários da prefeitura chegaram com máquinas e executaram a demolição das casas). A Polícia Militar estava presente e agiu junto com um oficial de justiça de forma truculenta, impedindo qualquer possibilidade de resistência. Em pleno final de semana, próximo do recesso do Fórum, no final do ano, a prefeitura e CEDURP agem de forma desumana.

Esta Secretaria Municipal de Habitação não tem nenhum comprometimento com o direito à moradia dos moradores da área portuária. Em plena discussão do Plano Municipal de Habitação, esta prefeitura, sem escrúpulos, aumenta o déficit habitacional da cidade, violando direitos humanos sem nenhum constrangimento. Estas famílias, que hoje estão sem casa, são famílias que estavam mobilizadas desde o início do ano e contavam com a justiça, com a possibilidade de fazer parte deste projeto Porto Maravilha. Maravilha para quem, Jorge Bittar?


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